Gravidez & Varizes

Devo engravidar primeiro e, somente após essa fase, buscar tratamento para as varizes? Ou devo tratar minhas varizes antes da gestação?

Essa é mais uma das perguntas campeãs no consultório de angiologia. Espero respondê-la com toda a atenção e todo o carinho que uma futura mamãe merece.
Em primeiro lugar, não há uma “última palavra” sobre esse assunto. Por sabermos que as opiniões divergem, tentaremos estabelecer algumas premissas e, ao fim, deixar a nossa opinião.

Que a gravidez está relacionada com as varizes, desencadeando-as ou agravando um quadro pré-existente, isso todos sabem. As causas principais são o aumento do volume de sangue circulante, que sobrecarrega os vasos, o efeito dos hormônios, que dilatam as veias e, como se não bastasse, o crescimento do útero, que vai comprimindo, mais e mais, as veias abdominais e pélvicas. Esse último evento, especialmente no terceiro trimestre, dificulta o retorno do sangue das veias das pernas para o coração.

Em resumo, é muito difícil, eu diria quase impossível, uma mulher escapar “ilesa”de múltiplas gestações, relativamente às veias dos membros inferiores.
Sendo assim, cabe a dúvida:

“Uma vez que as varizes são quase inevitáveis após a gravidez, melhor esperar engravidar e buscar tratamento depois dessa fase?

Ou:

“Vale a pena tratar antes da gravidez?”

A minha opinião, categoricamente, é que as varizes e/ou microvarizes devem ser tratadas tão logo apareçam, o mais precocemente possível e a manutenção do tratamento, deve ser feita no decorrer da vida inteira.
Vimos em outra pergunta, que varizes são uma doença degenerativa, crônica, de caráter hereditário e que piora sistematicamente com o avançar da idade, razão pela qual, demanda cuidados constantes, como com os cabelos, as unhas, a pele, o corpo, o coração e todos os demais órgãos.

Lembrando que, a gravidez trará um ônus sobre o sistema venoso, inexoravelmente. Consequentemente, as complicações associadas às varizes, também aumentam em incidência durante a gestaçãoo e o puerpério, tasi como flebites, tromboses venosas e a temida embolia pulmonar.

Como argumento final, podemos alegar que é muito mais sensato buscar solução para um problema menor, que espera-lo crescer. Também não faz sentido ter as pernas esteticamente comprometidas durante o tempo dedicado à maternidade, que pode ser muito longo…

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